terça-feira, 20 de março de 2018

A vida não tem prazo de validade

Resolvi compartilhar esses vídeos por uma profunda admiração aos idosos e o que representam para a sociedade. Há uns dias, tenho acompanhado nas redes sociais a seguinte frase: "Depois dos 40 se você não acorda com dor em algum lugar alguma coisa tem!" Eu ainda não cheguei aos "enta", mas acredito que esta deve ser uma fase importantíssima na vida. Primeiro, por acreditar que alcançamos a maturidade. Esta é charmosa, serena, quase irresistível. E se aos 40 anos você acorda todo dia com dores em lugares diferentes, é porque não está se respeitando. Levar a vida no empurra-empurra traz resultados terríveis em todas as áreas. Veja bem, uma pessoa com 40 anos, com filhos pequenos e muitas coisas para conquistar não pode ficar parado. E para ter sucesso é necessário disposição. Saúde é fundamental. Tudo começa na nossa mente. Se você acaba de chegar na idade da loba acreditando estar cheia de doenças, o que mais a vida pode trazer? Às vezes nosso subconsciente, que já é preguiçoso, tem uma excelente justificativa para maus hábitos.
O fato é que a vida que decidimos levar influencia nosso organismo. Quem bebe já sabe disto, os exames do fígado já o avisaram. Quem fuma também. O pulmão e a falta de fôlego já trouxeram a consciência de que precisa romper a desculpa da dependência química para se libertar do vício. E o sedentarismo? Chegar na terceira idade sem conseguir levantar da poltrona sem pedir ajuda. E a gula? Desta eu tenho doutorado para falar. Quantas vezes ouvi pessoas dizendo: "você parece uma boneca de porcelana, toda gordinha é linda." Demorei três décadas pra entender que isso não é elogio.
Sei que os vídeos não são pra qualquer um, tratam-se de pessoas que se dedicam há muito tempo. No entanto é um exemplo pra todos nós, daquele que nós traz até inveja. Sessenta anos com aquele corpo, e trabalhando como modelo? Mas na entrada de uma nova década, começar a reclamar de dores, com tantas curtidas, compartilhamentos e comentários é um absurdo. Vejo mulheres com mais de 40 anos sendo mães, umas por natureza e outras pela ciência, graças aos avanços científicos que a tecnologia de hoje nos traz. E se elas decidiram ser mães  de primeira viagem ou não, elas têm a certeza que vão dar conta do recado e seus companheiros, que suponho estar na mesma faixa etária, pensam dessa forma.


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